
Os manifestantes saíram em caminhada das imediações do estádio Mário Pessoa, seguindo pela “Rua da Linha”, Praça Cairu, Rua Araújo Pinho, Praça Coronel Pessoa, calçadões da Marquês de Paranaguá e Jorge Amado, concluindo o percurso na Praça Dom Eduardo. Neste local, representantes do movimento e autoridades que apóiam o porto fizeram discursos destacando a importância do investimento.
O ato foi organizado por organizações dos movimentos sociais, incluindo entidades como Força Sindical, Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras d Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), portuários, estivadores, comerciários, entre outras categorias. Prefeituras como as de Ilhéus, Itacaré e Uruçuca, Câmaras de Vereadores e clubes de serviço, como o Grupo de Ação Comunitária (GAC) de Itabuna, também se incorporam à mobilização “É um mobilização regional, pois interessa a todos nós”, afirma o presidente do Sindicato dos Comerciários de Itabuna, Jairo Araújo.
Apesar de pesquisas de opinião revelarem uma ampla aprovação ao projeto, uma barulhenta minoria de ambientalistas tenta barrar a construção do porto no litoral norte ilheense. Eles apontam problemas de natureza ambiental, por acreditarem que o empreendimento vai destruir uma preciosa área de Mata Atlântica.
“Existe um falso debate provocado por uma meia dúzia que se auto-intitula defensora do meio ambiente. A posição não pode ser a de simplesmente rejeitar o porto, mas sim de discutir como se fazer para se dirimir os impactos, que vão existir sempre”, opina o técnico em agropecuária e administrador Edvaldo Ferreira da Silva. Ele tornou-se um militante a favor do porto e acredita que a discussão deva ser melhorada, incluindo contrapartidas ambientais como “a recuperação das matas ciliares do rio Almada e da Lagoa Encantada, assim como a Mata da Esperança”. O administrador acrescenta que “a falta de oportunidades na região, causada pela ausência de investimentos, tem propiciado até mesmo a desagregação de famílias”.
“MÃO ESTENDIDA” – Também presente na caminhada, o estivador Aldicemiro Duarte declarou que o Porto Sul significa “a redenção da população regional, que está com a mão estendida à caridade há quase 30 anos, com a falência da cacauicultura”. O vereador itabunense Wenceslau Júnior também se referiu ao “abandono” enfrentado pela região nas últimas três décadas. “Agora, que uma união entre os governos federal e estadual permite viabilizar um investimento dessa magnitude, com potencial para mudar o perfil sócio-econômico da região, é preciso que haja um debate mais propositivo”, defende.
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